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sábado, 25 de dezembro de 2010

vocês e suas desresoluções


Não me metam nisso.
Vão lá discutir que a água não molha e que presente e passado dialogam coerentemente.
Me tirem dessa.
Familiazinha feliz é o cacete, nunca existiu.
Essa bad trip, essa onda maligna é suas.
Caio nela não.
Pra mim sempre foi e sempre será. Eu aqui, você ali, e o outro lá.
To disposta não. Reinventar a roda é tarefa pra burros e desocupados. Não me encaixo no perfil.
Até porque essa roda sempre sai quadrada, Torre de Babel, castelinho de areia.
Desempenhem seus papéis designados comigo e tá de bom tamanho o acordo, justo?
Quero nem saber do desfecho.
Lambam vocês as feridas e arranhem-se por cima da antigas.
Mas longe de mim, ok?
Ficamos melhor assim.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

mãe


quero voltar a te admirar.
a confiar nas suas palavras
a crer na transparência de seus desejos
a acreditar que você terá perseverança
...
caso contrário, não vejo remédio pra frustração na qual me vejo em relação a você,
assustada com qualquer dificuldade
dispersa como uma criança diante de uma tarefa de peso.
...
E eu nem posso te contar isso.
Tenho lá eu o direito de querer te dizer o que acho disso ou daquilo, ou o que seria melhor pra você?

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Sobre as horas e a hora certa


Para alguém ansioso, existem poucas coisas tão sofridas como a espera.
Nunca fui boa nisso, apesar de já ter tido alguma melhora de uns anos pra cá.
Mas tem hora que parece que alguém tá apertando minha garganta.
E não duvido que seja eu mesma. Dá até dificuldade de respirar, sério. Fundo então, nem se fala.
Pesadelos todo dia, sonhos malucos de toda sorte. Noites de sono interrompidas abruptamente, como se alguém viesse e me desse um mega cutucão.
Eu reclamo aqui, porque senão vão dizer por aí que reclamo demais.
Deixei de ser religiosa faz tempo, mas hoje acendi uma vela. E rezei, pedi, acreditei.
Ficar alternando dias de esperança, projeções legais de um futuro próximo com dias de completa exaustão mental, medo e angústia andam me deixando acabada.
E tem dias, claro, que queria morrer. E o que há de mal nisso? Não vou morrer por causa disso. Nem vou me matar. Nem deus vai me castigar. Todo mundo em algum momento já quis deixar de existir, porque naquela hora, simplesmente, existir tava difícil. Vamos reconhecer que é verdade, não vamos negar, é mais fácil e menos hipócrita.
Pronto falei.
Eu fiz tudo pra dar certo.
Mas se não der certo agora, será numa próxima vez, tenho certeza.
Quando era criança e, no mês de outubro, já ansiosa pela chegada do Natal, ouvia minha vó dizer: "Calma que até lá ainda tem muita água pra passar debaixo da ponte."
Soava meio desesperador. Afirmava que o Natal tava de fato longe e que coisas podiam acontecer no meio do caminho e mudar todos os nossos planos. Que droga, pensava.
Com o tempo fui vendo que depois de passadas as águas, havia mesmo acontecido várias coisas, talvez pra melhor, ou pra pior, mas o Natal sempre chegava.
A maturidade foi me ensinando que é mais esperto observar essas águas enquanto passam, aproveitá-las, estar atenta à movimentação até que chegue o momento. Porque ele chega mesmo. Mas sempre chega na hora certa
Então calma.

terça-feira, 26 de maio de 2009

me livra dessa

Ok, vamos rever algumas coisas?
Eu queria, de verdade, te dar uma folha de papel dizendo que te abstenho da tarefa de ser meu pai.
Lá também vou dizer que não guardo e não guardarei ressentimentos quanto a isso. Estou lhe propondo, na tal folha, que isso seja feito em nome da paz (minha).
Assim não mais me frustrarei com sua incapacidade de ser meu pai, pois você não o será mais. Não se espera atitudes de pai daquele que não é seu pai. Estaria colocando fim a esse buraco que você nunca soube tampar. Fim também será dado às minhas carências. Pois pior do que não ter um pai é ter um quase pai, um pai que não é pai, um pai que não é, não está e nem nunca esteve.
E pronto. Aí, se eu alguma vez no futuro me preocupar com você, com seus desvaneios e sua irresponsabilidade, sua postura ridícula diante da vida... aí será mera compaixão. E só. Daquelas que não vingam, que passam depois de uma noite de sono.
Eu quero uma vida sem pai. Porque já vi o suficiente do pai que a vida me deu.
Eu não tenho esse direito?
Vamos por no papel?
Quero ser uma pessoa sem pai. Ninguém me convence de que não seria mais fácil.
Já me sinto até mais leve de pensar...


tentando achar a saída mais próxima,

Alice

sábado, 9 de maio de 2009

Quando tá escuro,,,


Estou com medo, pânico, estou apavorada. Suando frio, com calafrios, ondas de calor e tonteiras. Não ensinaram pro médico imbecil que angústia é diagnóstico também.
Medo do que é e o que vai ser. Eu não consigo definir agora, pois só tenho medo.
O medo de Alice é um medo surreal, assim como o meu.
E eu não consigo nem quero trabalhar nesse meio tempo, só queria ficar muito muito quieta.
As coisas disformes, o caminho que não mostra seu fim nem duração.
Alice não sabe o que haverá atrás da próxima porta.
E o que vai lhe acontecer ou não. Pode ser bom, ruim, ou ambos ao mesmo tempo. Mas ela é só medo.
E ainda existem cachorros que ela quer soltar por aí, apesar de todo medo

"... mas ainda sei me virar..."

domingo, 5 de abril de 2009

Relativo

Em novembro (data do último post), tudo isso que tá acontecendo agora, tava longe de mim
E eu sonhava, sonhava, imaginava momentos flutuantes, coloridos
Agora que chegou, sinto medo, muito medo

Não sei exatamente de quê

É algo tão bom

E como foi tão esperado e tão desejado, agora olhando de perto me enche de pavor

Os últimos dias têm sido de intenso nervosismo

E uma ansiedade que até dói
Estou prestes a ter algo que muito quis

Mas a sensação agora é de longe boa
Olho para a mala pronta

E é estranho

A proximidade torna toda emoção relativa

tento controlar um vazio no peito
.

Alice

sábado, 22 de novembro de 2008

Quando?

Cara, eu odeio essa sensação.
Essa que fica mesmo depois de uma longa noite de sono, me fazendo sentir como se tivesse acabado de me deitar pra dormir.
Como se eu tivesse passado pelo sono acordada.
Essa outra também que faz parecer que todo descanso que consigo ter é pouco, porque na verdade não é descanso.
Insuportável.

A raiva que ando sentindo de não ter tempo pra nada é foda de descrever.



O que a gente faz?


Suspiro,

Alice

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Se


Olho pra tela do computador. Olho o relógio, conto as horas.Entediada, penso: Não foi pra isso que estudei, também. Quanto tempo passei achando que o problema era o trabalho, acreditando que tentando de um em outro uma hora ia achar meu lugar. Mas não, isso não aconteceu. Hoje sei que não é o que quero fazer e sei o que quero ser, quando crescer, quando der. Não vai demorar muito, tomara. Minha hora vai chegar, de ir pra faculdade e enfim estudar o que quero e que deveria ter escolhido da primeira vez. Era a opção número 2, que ficou pra trás. Hoje, inevitavelmente, penso que no passado eu deveria ter estudado aquilo, pra hoje ser mais, ter mais (ninguém aqui falou de grana, esse não é o problema).
Mas o verbo arrepender-se e o sentimento que ele desperta é uma coisa tão ruim e tão inútil que não foi feito mesmo pra ser conjugado. Pois arrependimento é passado, não move moinhos mais. E nós não fomos feitos pra conjugar o "se" no passado.
Esperança é futuro.
E se não fosse toda a minha esperança, hoje eu seria só tristeza.


Olhando longe,


Alice


segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Sobre a vontade de estar perto, de ter por perto


Já disse aqui que moro longe da minha cidade natal, logo, longe de tudo e de todos.
Ando colecionando, de acordo com a época e as fases que passo desde que me mudei, impressões sobre a saudade.
Eu diria hoje que a saudade já me me machucou mais, porém, não deixa de doer.
Ultimamente a coisa anda assim...

Houve algum momento em que parei de olhar e procurar pelas pessoas que amo, como se pudessem estar por perto, tamanho o meu desejo de revê-las e estar com elas. Mas perdi que momento foi esse, quando foi que isso aconteceu.
Quando foi que me acostumei à saudade que bate nas tardes de domingo (principalmente, é a pior).
Ou quando foi que a encarei como um fato da vida aqui, sem me deixar impressionar com sua voracidade. Porque a dor é tão grande que é melhor nem pensar nela, mesmo, sobre pena de não conseguir levar a vida tentando entender ou curar essa dor.
Não sei quando isso aconteceu, mas isso faz com que me machuque menos.
Quando foi?

Alice olhando em volta


domingo, 14 de setembro de 2008

Ultrajante


Por falar em contar...
O post ficou grande, mas é que tem muita história pra ser contada mesmo.
Seguindo o fio da meada:
Em relacionamentos, especialmente, sempre fui muito permissiva e tolerante. Sempre me adaptei e moldei aos hábitos, achismos e esquisitices do outro. Fiz mais concessões que o outro e ainda faço, mas me policio um bocado atualmente.
Tento observar como cenas repetidas de um teatro e luto pra não desempenhar o mesmo papel novamente. Porque esse história de ser tão flexível dá problema, ô se dá.
Não diria que sou completamente permissiva, mas meu limite é elááááástico demais. Acabo ficando ofuscada com meus anseios e discordâncias por trás desse véu de compreensão e de "tá tudo bem". Me confundo freqüentemente com essa pessoa que aprendi a criar conforme as circusntâncias. Um exemplo que guardo envergonhada é que, olhando prá trás, não me reconheço nas "namoradas" que fui.
Vai lendo...
Lembro-me de quase todos os namorados que tive, me dizendo (satisfeitos) que haviam concluído que nunca tínhamos passado (até aquele momento) por discussões ou brigas. E eu reconhecia, feliz, o fato.
Hoje não mais carrego isso como um troféu, porque os desentendimentos não ocorreram (ou raramente ocorreram), mas às custas do meu silêncio deliberado, dos sapos que engoli voluntariamente, mas tempos depois os vomitei em mim mesma.
Baita dor de estômago, nó na garganta, palavras que saíam na frente do espelho em conversas e argumentações comigo mesma. Eu só abria o bico quando a coisa REALmente me incomodava, no nível do insuportável. Essas situações ainda acontecem, mas tento herculeamente evitá-las. Ensaio a investida antes, repenso, armo contra-argumentos, planejo quando será, etc. Não é espontâneo, quase nunca.
Tudo isso porque odeio conflitos. Evito até discordar de opiniões insignificantes, como alguém gostar de abacate ou música sertaneja, por exemplo. Eu não minto, mas sou Phd em amissões. Não sou também de marcar as diferenças que existem entre mim e as pessoas com quem me relaciono.
Dá pra escrever um livro.
Veja um estudo de caso...
Tive há uns vários anos atrás um namorado muito maconheiro. Eu já disse aqui que odeio drogas, drogados e etc, certo? Isso seria motivo suficiente para se achar estranho que eu (man)tive um relacionamento longuíssimo com uma figura dessas... certo? Que nada. Pense nos limites elááásticos que mencionei e dê asas ao ultrajante.
Eu não só esperimentei a porcaria como também fazia uso dela, esporadicamente, prá acompanhar o bicho-grilo, porque ele se sentia "mal" em saber que eu não gostava e desaprovava a idéia. Sim, pelo menos ele sabia disso.
E pelo menos, também, eu não sentia nem cócegas (muito menos viagem) com a maldita, nada nada. Tão emocionante quanto escovar os dentes. Entendeu? Nada? Escuta mais então...
Eu cheguei, (corajosamente), a conversar com ele a respeito desse hábito (diário) e o quanto eu não curtia que fosse feito na minha presença. Chegamos por isso a um DESentendimento (até que enfim, você diria!) que pra qualquer criatura inteligente seria um divisor de águas no relacionamento - fim do namoro ou fim do hábito - certo? Errado, de novo. Meus malditos limites levaram a conversa ao ponto que chegamos à conclusão de que eu estava sendo egoísta em não aturar a tal coisa e que dali pra frente eu tentaria ser mais (mais?) tolerante.
Resultado foi que o dali pra frente não durou muito, só mais uns 3 meses, até que ele pôs um fim no namoro, com a justificativa de que "alguma coisa estava errada".
Pelo menos, semanas depois concluí que de fato alguma coisa estava andando erradíssimo COMIGO.
Existem vários outros pequenos ocorridos tão paradoxais quanto esse (mas confesso ser esse o pior).
E a pergunta não se cala e nem deve se calar: Pra quê isso? Por que se desrespeitar dessa forma?
Pra não perder o namorado, a amizade, o momento, o emprego... Por medo, sempre. E depois descobrir, ultrajada, que não teriam sido perdas tão grandes assim, pelo contrário. Eu teria saído ganhando se não tivesse me abrigado a tolerá-los.
E eu não teria, por tantas vezes, me perdido tando de mim mesma.
Tô farta disso, essa é a verdade.

Alice em ultraje

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Veja Bem Meu Bem


Sabe... sabe que eu te amo, né?
Mas sabe meeesmo, né?
Então, não fica triste não, mas tem hora...
Tem hora que tem que ser pra mim, só pra mim
As horas, as minhas horas
Aquelas em que não vou mesmo ajeitar a cama, nem a cozinha, nem a sala
Nem me preocupar se meu cabelo ta bagunçado e minha cara amassada.
Ou que tem coisa pra catar pelo chão, outras tantas pra arrumar.
Deixa eu ficar quietinha, vai? Não me ligue, não me cobre, não pergunte o que estou fazendo e nem pra quê.
Casou-se com uma pessoa ansiosa, para quem até mesmo concentrar-se em descansar é tarefa difícil, lembre-se disso.
Sou filha única, acostumada a ter vários momentos sozinha trancada no quarto e sinto falta deles.
Então, essas horas são minhas, só minhas.
Elas passam rapidinho, sei. Vejo-as se esgotarem no relógio do computador, diante do meu olhar aflito.
Estou muito bem acompanhada pelo meu capuccino, meus cadernos e canetas coloridas, minhas jujubas e os chocolates e nunca senti a cama tão acolhedora.
Meus blogs, amigos blogueiros e leitores.
Meu deleite, meus espaços, partes de mim com vida própria.
Sei que pra você isso tudo parece pouco importante ou com pouco sentido.
Veja bem, meu bem... Nada pessoal, juro.
Mas prá mim é assunto importante.
As horas que chamo de minhas.

Alice em repouso





domingo, 7 de setembro de 2008

Do lado de dentro



"... Abre essa porta
não se faz de morta
diz o que é que foi..."









Eu tava pensando sobre as coisas que se passam aqui dentro, coisas que penso, que me incomodam, me inquietam. Desejos, medos. Tudo tudo que fica desse lado de cá, só, do meu lado de dentro, mas que não partem pra lugar nenhum, porque não as sopro com o vento mesmo. Por medo.
Borboletas ou cachorros que receio soltar. Nem chego a falar neles na maior parte do tempo. E às vezes, confesso, os cachorros são tão grandes que até evito pensar neles, quando ao menos refletir a respeito seria o mínimo que deveria fazer.
Hoje, só consigo ver o quanto perdi e ainda perco com essa bobagem.
Mas só perceber não me faz curada desse mal, não, estou ainda distante. A caminho, porém, distante.
Percebo o quanto evitei situações críticas, conflitos e problemas que eram óbvios por medo de enfrentá-los. E por isso perdi o melhor, perdi muito. O respeito por mim mesma, inclusive, perdeu-se nessas ocasiões, porque decidi me calar e mantive a porta fechada.
A pulga detrás da minha orelha, coitada, ficou rouca de tanto me gritar (desistiui de soprar) , tantas foram as vezes que a ignorei. Numa atitude estúpida, não dava créditos à minha percepção ou intuição. Diversas vezes sabia o que estava errado, mas me sabotei. E ainda o faço, vergonhosamente de tempos em tempos, quanto maior for minha ansiedade para fazer dar certo o que estiver me afligindo.
Incorpore à lista - escolhas profissionais, amizades, relacionamentos, dos níveis mais superficiais aos mais envolventes. Fiz igual em quase todos e me calei quando as adversidades estavam bem ali na minha cara.
Me respeitei pouco, não fui quem eu sou, não disse o que queria, concordei quando meu íntimo discordava. O lado de dentro machucado, ignorado, negligenciado. Guardei tudo em gavetas e fechei a porta novamente.
Isso aqui não é um lamento. É arrependimento mesmo.
Que seja um alarme, pois ainda estou aprendendo, a passos de bebê. Situações pra por em prática não faltam.
Difícil.
"Old habits die hard..."

Alice em punição


quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Aquele assunto

Não suporto clichés, mas não posso deixar de falar nela. Ela, que anda me inquietando, que quer me fazer acelerar o tempo pra matá-la.
A maldita saudade.
Moro longe da minha cidade natal e de todo mundo e tudo que amo, consequentemente.
Me sinto em pedacinhos, quero fechar os olhos e acordar lá, atravessar a rua e chegar lá.
Eu queria um outro assunto, porque falar de saudade é tão tão tão batido...
Mas tá difícil fazer de conta que ela não existe.
Esse é aquele momento clássico em que Alice quer achar o caminho de casa...

Alice em desespero