é que mesmo no final
quando o fim-de-semana acabou, a noitada, a bebedeira, o filme...
eu ainda levo você pra casa
a melhor sensação do mundo... é de não ter que me despedir de você, nunca.
o anel no meu dedo que tem o seu nome é só um anel
mas o seu nome nele é a maior segurança que carrego
eu sempre vou voltar pra casa, pra você
Vamos falar de clichês?rsrs
Alice
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sexta-feira, 5 de junho de 2009
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Fechando caixas
Chega uma hora em que a gente se dá conta de um punhado de coisas que passaram e conclui que - ainda bem que passaram. É como fechar caixas, guardar coisas resolvidas e se sentir aliviado por elas terem enfim passado.
Alice andou olhando pra trás e fechando essas caixas.
Aprendi muito no último ano, minha vida mudou um bocado. Devido a muitos acontecidos, uma penca de desafios que brotaram de escolhas até então inéditas me fizeram amadurecer de verdade. Eu tava meio congelada, meio estagnada, precisando adultescer de vez. E foi o que aconteceu.
Há um ano atrás...
Eu vivia como se tivesse maturidade mas não tinha tanto assim.
Eu tinha carro mas colecionava multas.
Eu tinha conta no banco mas um cheque especial interminável e saguessuga.
Eu tinha um salário razoável mas nunca tinha dinheiro.
Eu tinha beleza mas só engordava e não tava ligando muito pro que ia acontecer.
Eu tinha um trabalho mas não levava a sério (porque o detestava).
Eu tinha animais de estimação mas deixava as despesas deles pra minha mãe pagar.
Eu tinha horários e compromissos mas nunca era pontual.
Eu tinha contas pra pagar mas nunca estava em dia.
Eu tinha liberdade mas a desperdiçava com as pessoas erradas.
Eu tinha convicções que só existiam em teoria e na minha cabeça, claro. Um punhado de achismos superficiais.
Eu caminhava persistentemente, mas em direção a lugar algum, sem construir nada, sem planos e sem perspectivas.
Eu estava viva mas não era dona de mim.
Ainda tenho todas essas coisas e outras mais (inclusive mais responsabilidades), mas a postura é outra. É um alívio extremo pensar que hoje tudo é diferente, a começar por mim mesma. Foi foda crescer e virar gente. Mas o resultado é maravilhoso de se colher.
Alice fechando caixas
Alice andou olhando pra trás e fechando essas caixas.
Aprendi muito no último ano, minha vida mudou um bocado. Devido a muitos acontecidos, uma penca de desafios que brotaram de escolhas até então inéditas me fizeram amadurecer de verdade. Eu tava meio congelada, meio estagnada, precisando adultescer de vez. E foi o que aconteceu.
Há um ano atrás...
Eu vivia como se tivesse maturidade mas não tinha tanto assim.
Eu tinha carro mas colecionava multas.
Eu tinha conta no banco mas um cheque especial interminável e saguessuga.
Eu tinha um salário razoável mas nunca tinha dinheiro.
Eu tinha beleza mas só engordava e não tava ligando muito pro que ia acontecer.
Eu tinha um trabalho mas não levava a sério (porque o detestava).
Eu tinha animais de estimação mas deixava as despesas deles pra minha mãe pagar.
Eu tinha horários e compromissos mas nunca era pontual.
Eu tinha contas pra pagar mas nunca estava em dia.
Eu tinha liberdade mas a desperdiçava com as pessoas erradas.
Eu tinha convicções que só existiam em teoria e na minha cabeça, claro. Um punhado de achismos superficiais.
Eu caminhava persistentemente, mas em direção a lugar algum, sem construir nada, sem planos e sem perspectivas.
Eu estava viva mas não era dona de mim.
Ainda tenho todas essas coisas e outras mais (inclusive mais responsabilidades), mas a postura é outra. É um alívio extremo pensar que hoje tudo é diferente, a começar por mim mesma. Foi foda crescer e virar gente. Mas o resultado é maravilhoso de se colher.
Alice fechando caixas
domingo, 14 de setembro de 2008
Ultrajante

Por falar em contar...
O post ficou grande, mas é que tem muita história pra ser contada mesmo.
Seguindo o fio da meada:
Em relacionamentos, especialmente, sempre fui muito permissiva e tolerante. Sempre me adaptei e moldei aos hábitos, achismos e esquisitices do outro. Fiz mais concessões que o outro e ainda faço, mas me policio um bocado atualmente.
Tento observar como cenas repetidas de um teatro e luto pra não desempenhar o mesmo papel novamente. Porque esse história de ser tão flexível dá problema, ô se dá.
Não diria que sou completamente permissiva, mas meu limite é elááááástico demais. Acabo ficando ofuscada com meus anseios e discordâncias por trás desse véu de compreensão e de "tá tudo bem". Me confundo freqüentemente com essa pessoa que aprendi a criar conforme as circusntâncias. Um exemplo que guardo envergonhada é que, olhando prá trás, não me reconheço nas "namoradas" que fui.
Vai lendo...
Lembro-me de quase todos os namorados que tive, me dizendo (satisfeitos) que haviam concluído que nunca tínhamos passado (até aquele momento) por discussões ou brigas. E eu reconhecia, feliz, o fato.
Hoje não mais carrego isso como um troféu, porque os desentendimentos não ocorreram (ou raramente ocorreram), mas às custas do meu silêncio deliberado, dos sapos que engoli voluntariamente, mas tempos depois os vomitei em mim mesma.
Baita dor de estômago, nó na garganta, palavras que saíam na frente do espelho em conversas e argumentações comigo mesma. Eu só abria o bico quando a coisa REALmente me incomodava, no nível do insuportável. Essas situações ainda acontecem, mas tento herculeamente evitá-las. Ensaio a investida antes, repenso, armo contra-argumentos, planejo quando será, etc. Não é espontâneo, quase nunca.
Tudo isso porque odeio conflitos. Evito até discordar de opiniões insignificantes, como alguém gostar de abacate ou música sertaneja, por exemplo. Eu não minto, mas sou Phd em amissões. Não sou também de marcar as diferenças que existem entre mim e as pessoas com quem me relaciono.
Dá pra escrever um livro.
Veja um estudo de caso...
Tive há uns vários anos atrás um namorado muito maconheiro. Eu já disse aqui que odeio drogas, drogados e etc, certo? Isso seria motivo suficiente para se achar estranho que eu (man)tive um relacionamento longuíssimo com uma figura dessas... certo? Que nada. Pense nos limites elááásticos que mencionei e dê asas ao ultrajante.
Eu não só esperimentei a porcaria como também fazia uso dela, esporadicamente, prá acompanhar o bicho-grilo, porque ele se sentia "mal" em saber que eu não gostava e desaprovava a idéia. Sim, pelo menos ele sabia disso.
E pelo menos, também, eu não sentia nem cócegas (muito menos viagem) com a maldita, nada nada. Tão emocionante quanto escovar os dentes. Entendeu? Nada? Escuta mais então...
Eu cheguei, (corajosamente), a conversar com ele a respeito desse hábito (diário) e o quanto eu não curtia que fosse feito na minha presença. Chegamos por isso a um DESentendimento (até que enfim, você diria!) que pra qualquer criatura inteligente seria um divisor de águas no relacionamento - fim do namoro ou fim do hábito - certo? Errado, de novo. Meus malditos limites levaram a conversa ao ponto que chegamos à conclusão de que eu estava sendo egoísta em não aturar a tal coisa e que dali pra frente eu tentaria ser mais (mais?) tolerante.
Resultado foi que o dali pra frente não durou muito, só mais uns 3 meses, até que ele pôs um fim no namoro, com a justificativa de que "alguma coisa estava errada".
Pelo menos, semanas depois concluí que de fato alguma coisa estava andando erradíssimo COMIGO.
Existem vários outros pequenos ocorridos tão paradoxais quanto esse (mas confesso ser esse o pior).
E a pergunta não se cala e nem deve se calar: Pra quê isso? Por que se desrespeitar dessa forma?
Pra não perder o namorado, a amizade, o momento, o emprego... Por medo, sempre. E depois descobrir, ultrajada, que não teriam sido perdas tão grandes assim, pelo contrário. Eu teria saído ganhando se não tivesse me abrigado a tolerá-los.
E eu não teria, por tantas vezes, me perdido tando de mim mesma.
Tô farta disso, essa é a verdade.
Alice em ultraje
O post ficou grande, mas é que tem muita história pra ser contada mesmo.
Seguindo o fio da meada:
Em relacionamentos, especialmente, sempre fui muito permissiva e tolerante. Sempre me adaptei e moldei aos hábitos, achismos e esquisitices do outro. Fiz mais concessões que o outro e ainda faço, mas me policio um bocado atualmente.
Tento observar como cenas repetidas de um teatro e luto pra não desempenhar o mesmo papel novamente. Porque esse história de ser tão flexível dá problema, ô se dá.
Não diria que sou completamente permissiva, mas meu limite é elááááástico demais. Acabo ficando ofuscada com meus anseios e discordâncias por trás desse véu de compreensão e de "tá tudo bem". Me confundo freqüentemente com essa pessoa que aprendi a criar conforme as circusntâncias. Um exemplo que guardo envergonhada é que, olhando prá trás, não me reconheço nas "namoradas" que fui.
Vai lendo...
Lembro-me de quase todos os namorados que tive, me dizendo (satisfeitos) que haviam concluído que nunca tínhamos passado (até aquele momento) por discussões ou brigas. E eu reconhecia, feliz, o fato.
Hoje não mais carrego isso como um troféu, porque os desentendimentos não ocorreram (ou raramente ocorreram), mas às custas do meu silêncio deliberado, dos sapos que engoli voluntariamente, mas tempos depois os vomitei em mim mesma.
Baita dor de estômago, nó na garganta, palavras que saíam na frente do espelho em conversas e argumentações comigo mesma. Eu só abria o bico quando a coisa REALmente me incomodava, no nível do insuportável. Essas situações ainda acontecem, mas tento herculeamente evitá-las. Ensaio a investida antes, repenso, armo contra-argumentos, planejo quando será, etc. Não é espontâneo, quase nunca.
Tudo isso porque odeio conflitos. Evito até discordar de opiniões insignificantes, como alguém gostar de abacate ou música sertaneja, por exemplo. Eu não minto, mas sou Phd em amissões. Não sou também de marcar as diferenças que existem entre mim e as pessoas com quem me relaciono.
Dá pra escrever um livro.
Veja um estudo de caso...
Tive há uns vários anos atrás um namorado muito maconheiro. Eu já disse aqui que odeio drogas, drogados e etc, certo? Isso seria motivo suficiente para se achar estranho que eu (man)tive um relacionamento longuíssimo com uma figura dessas... certo? Que nada. Pense nos limites elááásticos que mencionei e dê asas ao ultrajante.
Eu não só esperimentei a porcaria como também fazia uso dela, esporadicamente, prá acompanhar o bicho-grilo, porque ele se sentia "mal" em saber que eu não gostava e desaprovava a idéia. Sim, pelo menos ele sabia disso.
E pelo menos, também, eu não sentia nem cócegas (muito menos viagem) com a maldita, nada nada. Tão emocionante quanto escovar os dentes. Entendeu? Nada? Escuta mais então...
Eu cheguei, (corajosamente), a conversar com ele a respeito desse hábito (diário) e o quanto eu não curtia que fosse feito na minha presença. Chegamos por isso a um DESentendimento (até que enfim, você diria!) que pra qualquer criatura inteligente seria um divisor de águas no relacionamento - fim do namoro ou fim do hábito - certo? Errado, de novo. Meus malditos limites levaram a conversa ao ponto que chegamos à conclusão de que eu estava sendo egoísta em não aturar a tal coisa e que dali pra frente eu tentaria ser mais (mais?) tolerante.
Resultado foi que o dali pra frente não durou muito, só mais uns 3 meses, até que ele pôs um fim no namoro, com a justificativa de que "alguma coisa estava errada".
Pelo menos, semanas depois concluí que de fato alguma coisa estava andando erradíssimo COMIGO.
Existem vários outros pequenos ocorridos tão paradoxais quanto esse (mas confesso ser esse o pior).
E a pergunta não se cala e nem deve se calar: Pra quê isso? Por que se desrespeitar dessa forma?
Pra não perder o namorado, a amizade, o momento, o emprego... Por medo, sempre. E depois descobrir, ultrajada, que não teriam sido perdas tão grandes assim, pelo contrário. Eu teria saído ganhando se não tivesse me abrigado a tolerá-los.
E eu não teria, por tantas vezes, me perdido tando de mim mesma.
Tô farta disso, essa é a verdade.
Alice em ultraje
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o labirinto de espelhos
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
Alice se apresenta
Se quiserem me conhecer melhor...
Fragmentos aleatórios de Alice:
. Nasci com os olhos azuis e cabelos pretos, mas com o tempo tudo virou castanho.
. Logo que aprendi a falar, coloquei apelidos em todo mundo (em uso até hoje).
. Com 7 anos de idade, comia sabonete escondido (irc!!!).
. Ficava doente sempre que minha mãe viajava a trabalho.
. Costumava gostar de crianças. Hoje... unh... nem tanto.
. Aos 10 anos, na escola, dizia que era rica, que tinha fazenda e viajava o mundo todo (ô vontade!).
. Na mesma época, aprendi sozinha a datilografar na máquina de escrever do meu avô.
. Sou casadíssima e amo muito tudo isso mesmo.
. Montanha ao invés de praia.
. Eu acho que o mundo é bom e que tudo vai dar certo sempre.
. Queria que batata frita ajudasse a emagrecer.
. Tive pai alcoólatra, por isso odeio qualquer vício.
. Dizem por aí que sou bonita, mas quando me olho no espelho... "Ahn, nah, não mesmo.".
. Quero ler Freud em breve.
. Nando Reis me acalma, Cássia Eller me deixa radiante e Los HErmanos me deixa pensante.
. Queria conseguir ser vegetariana.
. Odeio domingo. Deveria haver um outro dia pra descansarmos dele.
. Sou boa ouvinte.
. Sei guardar segredos, mesmo.
. As pessoas se abrem comigo facilmente, não sei porquê.
. CAchorros me seguem na rua facilmente também, não sei porquê.
. Amo música e já quis cantar numa banda. Até fiz aulas de canto.
. A única coisa que lamento na vida é o fato de meu pai ter sido ausente.
. Não tenho medo de morrer. Só tenho medo de ficar muito doente.
. Eu não votei no Lula.
. Odeio aranhas. Pra que elas existem?
. Acredito que somos os únicos responsáveis pela nossa felicidade.
. Sou amiga de ex-namorados, ex-rolos e etc.
. Adoro sorrir.
. Sou a pessoa mais ansiosa que conheço.
. Já tive depressão e tratei com remédios e terapia. Nunca tive vergonha de dizer isso.
. Sou mais tolerante e flexível do que deveria.
. Amo doces. Açúcar é algo que me deixa feliz.
. Evito conflitos a qualquer custo.
. Nào sei ficar sem fazer nada.
. Meu sexto sentido é afiadíssimo.
. Se o mundo vai acabar, eu não ligo, desde que não seja em guerra.
. Pra mim sexo é cesta básica. Ninguém deveria viver sem.
. Tenho mania de achar que todo mundo precisa de terapia.
. Gosto do que sou, do que fui, mas sempre quero melhorar.
Muito prazer, Alice
Fragmentos aleatórios de Alice:
. Nasci com os olhos azuis e cabelos pretos, mas com o tempo tudo virou castanho.
. Logo que aprendi a falar, coloquei apelidos em todo mundo (em uso até hoje).
. Com 7 anos de idade, comia sabonete escondido (irc!!!).
. Ficava doente sempre que minha mãe viajava a trabalho.
. Costumava gostar de crianças. Hoje... unh... nem tanto.
. Aos 10 anos, na escola, dizia que era rica, que tinha fazenda e viajava o mundo todo (ô vontade!).
. Na mesma época, aprendi sozinha a datilografar na máquina de escrever do meu avô.
. Sou casadíssima e amo muito tudo isso mesmo.
. Montanha ao invés de praia.
. Eu acho que o mundo é bom e que tudo vai dar certo sempre.
. Queria que batata frita ajudasse a emagrecer.
. Tive pai alcoólatra, por isso odeio qualquer vício.
. Dizem por aí que sou bonita, mas quando me olho no espelho... "Ahn, nah, não mesmo.".
. Quero ler Freud em breve.
. Nando Reis me acalma, Cássia Eller me deixa radiante e Los HErmanos me deixa pensante.
. Queria conseguir ser vegetariana.
. Odeio domingo. Deveria haver um outro dia pra descansarmos dele.
. Sou boa ouvinte.
. Sei guardar segredos, mesmo.
. As pessoas se abrem comigo facilmente, não sei porquê.
. CAchorros me seguem na rua facilmente também, não sei porquê.
. Amo música e já quis cantar numa banda. Até fiz aulas de canto.
. A única coisa que lamento na vida é o fato de meu pai ter sido ausente.
. Não tenho medo de morrer. Só tenho medo de ficar muito doente.
. Eu não votei no Lula.
. Odeio aranhas. Pra que elas existem?
. Acredito que somos os únicos responsáveis pela nossa felicidade.
. Sou amiga de ex-namorados, ex-rolos e etc.
. Adoro sorrir.
. Sou a pessoa mais ansiosa que conheço.
. Já tive depressão e tratei com remédios e terapia. Nunca tive vergonha de dizer isso.
. Sou mais tolerante e flexível do que deveria.
. Amo doces. Açúcar é algo que me deixa feliz.
. Evito conflitos a qualquer custo.
. Nào sei ficar sem fazer nada.
. Meu sexto sentido é afiadíssimo.
. Se o mundo vai acabar, eu não ligo, desde que não seja em guerra.
. Pra mim sexo é cesta básica. Ninguém deveria viver sem.
. Tenho mania de achar que todo mundo precisa de terapia.
. Gosto do que sou, do que fui, mas sempre quero melhorar.
Muito prazer, Alice
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