sexta-feira, 5 de junho de 2009

O melhor da festa

é que mesmo no final
quando o fim-de-semana acabou, a noitada, a bebedeira, o filme...
eu ainda levo você pra casa
a melhor sensação do mundo... é de não ter que me despedir de você, nunca.
o anel no meu dedo que tem o seu nome é só um anel
mas o seu nome nele é a maior segurança que carrego
eu sempre vou voltar pra casa, pra você


Vamos falar de clichês?rsrs

Alice

terça-feira, 26 de maio de 2009

me livra dessa

Ok, vamos rever algumas coisas?
Eu queria, de verdade, te dar uma folha de papel dizendo que te abstenho da tarefa de ser meu pai.
Lá também vou dizer que não guardo e não guardarei ressentimentos quanto a isso. Estou lhe propondo, na tal folha, que isso seja feito em nome da paz (minha).
Assim não mais me frustrarei com sua incapacidade de ser meu pai, pois você não o será mais. Não se espera atitudes de pai daquele que não é seu pai. Estaria colocando fim a esse buraco que você nunca soube tampar. Fim também será dado às minhas carências. Pois pior do que não ter um pai é ter um quase pai, um pai que não é pai, um pai que não é, não está e nem nunca esteve.
E pronto. Aí, se eu alguma vez no futuro me preocupar com você, com seus desvaneios e sua irresponsabilidade, sua postura ridícula diante da vida... aí será mera compaixão. E só. Daquelas que não vingam, que passam depois de uma noite de sono.
Eu quero uma vida sem pai. Porque já vi o suficiente do pai que a vida me deu.
Eu não tenho esse direito?
Vamos por no papel?
Quero ser uma pessoa sem pai. Ninguém me convence de que não seria mais fácil.
Já me sinto até mais leve de pensar...


tentando achar a saída mais próxima,

Alice

sábado, 9 de maio de 2009

Quando tá escuro,,,


Estou com medo, pânico, estou apavorada. Suando frio, com calafrios, ondas de calor e tonteiras. Não ensinaram pro médico imbecil que angústia é diagnóstico também.
Medo do que é e o que vai ser. Eu não consigo definir agora, pois só tenho medo.
O medo de Alice é um medo surreal, assim como o meu.
E eu não consigo nem quero trabalhar nesse meio tempo, só queria ficar muito muito quieta.
As coisas disformes, o caminho que não mostra seu fim nem duração.
Alice não sabe o que haverá atrás da próxima porta.
E o que vai lhe acontecer ou não. Pode ser bom, ruim, ou ambos ao mesmo tempo. Mas ela é só medo.
E ainda existem cachorros que ela quer soltar por aí, apesar de todo medo

"... mas ainda sei me virar..."

domingo, 5 de abril de 2009

Relativo

Em novembro (data do último post), tudo isso que tá acontecendo agora, tava longe de mim
E eu sonhava, sonhava, imaginava momentos flutuantes, coloridos
Agora que chegou, sinto medo, muito medo

Não sei exatamente de quê

É algo tão bom

E como foi tão esperado e tão desejado, agora olhando de perto me enche de pavor

Os últimos dias têm sido de intenso nervosismo

E uma ansiedade que até dói
Estou prestes a ter algo que muito quis

Mas a sensação agora é de longe boa
Olho para a mala pronta

E é estranho

A proximidade torna toda emoção relativa

tento controlar um vazio no peito
.

Alice

sábado, 22 de novembro de 2008

Quando?

Cara, eu odeio essa sensação.
Essa que fica mesmo depois de uma longa noite de sono, me fazendo sentir como se tivesse acabado de me deitar pra dormir.
Como se eu tivesse passado pelo sono acordada.
Essa outra também que faz parecer que todo descanso que consigo ter é pouco, porque na verdade não é descanso.
Insuportável.

A raiva que ando sentindo de não ter tempo pra nada é foda de descrever.



O que a gente faz?


Suspiro,

Alice

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Se


Olho pra tela do computador. Olho o relógio, conto as horas.Entediada, penso: Não foi pra isso que estudei, também. Quanto tempo passei achando que o problema era o trabalho, acreditando que tentando de um em outro uma hora ia achar meu lugar. Mas não, isso não aconteceu. Hoje sei que não é o que quero fazer e sei o que quero ser, quando crescer, quando der. Não vai demorar muito, tomara. Minha hora vai chegar, de ir pra faculdade e enfim estudar o que quero e que deveria ter escolhido da primeira vez. Era a opção número 2, que ficou pra trás. Hoje, inevitavelmente, penso que no passado eu deveria ter estudado aquilo, pra hoje ser mais, ter mais (ninguém aqui falou de grana, esse não é o problema).
Mas o verbo arrepender-se e o sentimento que ele desperta é uma coisa tão ruim e tão inútil que não foi feito mesmo pra ser conjugado. Pois arrependimento é passado, não move moinhos mais. E nós não fomos feitos pra conjugar o "se" no passado.
Esperança é futuro.
E se não fosse toda a minha esperança, hoje eu seria só tristeza.


Olhando longe,


Alice


sábado, 11 de outubro de 2008

Se melhorar estraga?


Então que fique como tá.
Estou vivendo uma fase muito boa. Coisas pelas quais batalhei estão acontecendo. Estabilidade, tranquilidade e felicidade no ar.
Casamento lindo, trabalho evoluindo, planos se concretizando, sonhos crescendo, idéias em sintonia...
...
Meu instinto auto-protetor torna inevitável não pensar "Até quando?", ou "Algo ruim pode acabar com tudo a qualquer momento."
Otimistas de plantão repetem pra que não pensemos nisso.
Também concordo que ficar pensando que algo ruim pode acontecer não nos protege contra acidentes de percurso. A gente olha pro chão, toma cuidado pra não tropeçar mas uma pedra pode cair do céu, sei lá.

Ou se for sonho, que eu não acorde de repente, pelo menos.


No país das maravilhas,


Alice